Boomerangs

Formes, plans, essais en vol
par Pierre Boillon

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« Boomerang »

 

Traduction par Marcus Túlio

(Brasil)

 

Tradução do "Poema ao Bumerangue"

por Marcus Túlio

 

Planeta que gira incessante, em seu vôo elíptico

Que engloba o mundo em seu curso hipnótico

 

E nos faz sonhar mais intenso do que num próprio sonho

Às cores da terra, aos reflexos efêmeros

 

Quando a claridade e a escuridão estão as vezes reunidos

A um improvável brilho no coração da noite

 

A união dos opostos, o equilíbrio das coisas

A força tenebrosa de uma pétala de rosa

 

Uma testemunha imóvel de nós mesmos

Por além das estações, das montanhas e planíces

 

Um ponto frágil lançado, reunindo as pessoas

Através do infinito, do espaço e do tempo

 

Um maravilhoso espelho, implacável, cruel

De nossos receios e medos materiais

 

Um presente sem retorno, que volta à nós sem cessar

Leve como o vento e doce como o conforto de um carinho

 

Beleza inesquecível e magia milenar

Destila o azul do céu e o diamante da poeira

 

Começo e fim, do alpha ao ômega

Teu vôo nasce na minha mão e morre em meus braços

 

 

Pierre Boillon